domingo, abril 15, 2012

O Bodisatva

Todos os dias
Eu acendo a vela
Pedindo à sabedoria universal
o sagrado, o sagrado,
e o Bodisatva compassivo
Senta-se à minha frente
E pousa as mãos sobre minhas mãos imóveis
Mãos sustentando o universo
Englobando o vazio.

Todos os dias
Eu observo na parede nua
À chama bruxuleante
Pedaços de mim, como bandeiras tremulando
Ao vento das emoções
Que imploram para não morrer.

Todos os dias
Brilha em meus olhos
um momento novo
E minha mente se torna consciência-parte
Da consciência-todo
Eu e meus outros eus,
como se fôssemos muitos
Reflexos do mesmo espelho
Que reflete o todo nas partes.

Todos os dias
Eu acendo a vela
Pedindo a paz em mim
E o Amor, o Amor,
E o Bodisatva compassivo
O Iluminado,
Desce do altar à minha frente
E Senta-se à minha frente
E Vê à minha frente
E Sente à minha frente
E Promove à minha frente
A paz que eu desejo para todos.

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