Eu, hoje, não estou aqui
Para escrever nada.
Que poderia escrever o verme das traças que andam sobre os papéis
Sobre os quais ela pousa suas mãos ?
Sobre os quais ela chora de amor ?
Quem sabe dos pensamentos que a atormentam ?
São dores dilacerando seu espírito,
São sim, reais, reais, como eu e você e as pedras.
Que são meus dias comparados aos dela ?
Aonde vão meus pensamentos de inseto quando ela lança seu olhar terno ao infinito ?
Que são minhas idéias vulgares
Quando às vagas, aos mares, à Lua ela compreende, e, dando-lhes as alvas mãos, sorri ?
Quem sou eu ao seu lado, verme, ponto ínfimo,
Lançado aos abismos dos meus medos ?
Quem sou eu, pecador vulgaríssimo,
Prostrado à sua presença ?
E ela pousa seus pés descalçados sobre os meus dragões,
Enterra-lhes a lança à traquéia,
Raio de sol nesse sinistro escuro que me rodeia !
Vem então,
etérea, radiante,
Leva-me consigo ao colo, cobre-me com seu manto de estrelas,
Fala-me palavras doces ao ouvido
Salva-me, ouve, Senhora da Lua, sabedoria encarnada, Sophia !
Venha, Mãe, salva-me, livra-me de mim.
sexta-feira, novembro 12, 2004
segunda-feira, outubro 11, 2004
Caleidoscópio
Girando, girando,
a existência
Reflete a luz pura dos céus nos cacos da persona
fragmentada.
Então, assim, serena, lentamente,
vão-se formando em nossas consciências - espelhos, estados mentais ilusórios
fugazes, utópicos,
Que seguem perdendo - sempre - o sentido e a lembrança
Quando gira novamente
Nas mãos deste Deus-criança
O divino caleidoscópio.
a existência
Reflete a luz pura dos céus nos cacos da persona
fragmentada.
Então, assim, serena, lentamente,
vão-se formando em nossas consciências - espelhos, estados mentais ilusórios
fugazes, utópicos,
Que seguem perdendo - sempre - o sentido e a lembrança
Quando gira novamente
Nas mãos deste Deus-criança
O divino caleidoscópio.
segunda-feira, outubro 04, 2004
Per Lucis Aethernum !
Como disse antes, dois instantâneos (em outra ocasião eu vou expor a minha concepção de estética espontânea) dessa alma que roga diariamente à Luz Eterna que nos permeia, pela remissão de suas faltas.
Não-Ser
Não-Ser é indefinir o identificável,
Tocar o inimaginável
Amar o indesejável
Matar o insaciável
Pregar o inconcebível
Desprezar o incrível
Crer no impossível
Sondar o insondável.
Profissão de fé
Creio nos humildes; absorvo o Éter; Creio N´Aquele que está sentado diante de mim, à minha direita com Sua sombra à minha esquerda. Creio no que me cerca, Nos que me amam e nos que ainda não me conhecem. Creio na harmonia das esferas, nos regentes e nas tríades sagradas que permeiam o conhecimento ancestral. Creio firmemente no Summum Bonnum, o Bem Supremo e em Veritas a Verdade Absoluta. Creio no Criador dos Mundos, Mente Cósmica, sagrada e pura, berço e túmulo de todos os seres. Creio na Mãe de Amor que nos embala em seu sagrado colo em todos os momentos de aflição e no Ego, Seth, meu cúmplice e veste, que será purificado pela remissão dos meus pecados. Creio na Santa Natureza, na comunhão dos seres, na reencarnação e na Änima do mundo, Gaia, nas Ninfas e nos Encantados. Creio nos santos mártires do dia-a-dia, na Paz Profunda e no Amor. Amem.
Não-Ser
Não-Ser é indefinir o identificável,
Tocar o inimaginável
Amar o indesejável
Matar o insaciável
Pregar o inconcebível
Desprezar o incrível
Crer no impossível
Sondar o insondável.
Profissão de fé
Creio nos humildes; absorvo o Éter; Creio N´Aquele que está sentado diante de mim, à minha direita com Sua sombra à minha esquerda. Creio no que me cerca, Nos que me amam e nos que ainda não me conhecem. Creio na harmonia das esferas, nos regentes e nas tríades sagradas que permeiam o conhecimento ancestral. Creio firmemente no Summum Bonnum, o Bem Supremo e em Veritas a Verdade Absoluta. Creio no Criador dos Mundos, Mente Cósmica, sagrada e pura, berço e túmulo de todos os seres. Creio na Mãe de Amor que nos embala em seu sagrado colo em todos os momentos de aflição e no Ego, Seth, meu cúmplice e veste, que será purificado pela remissão dos meus pecados. Creio na Santa Natureza, na comunhão dos seres, na reencarnação e na Änima do mundo, Gaia, nas Ninfas e nos Encantados. Creio nos santos mártires do dia-a-dia, na Paz Profunda e no Amor. Amem.
sexta-feira, junho 18, 2004
Poesias Instantâneas
I. Estrelas silenciosas
Quando da vida perdemos o sonho
O sonho já não é mais sonho
É aquilo que sonhamos e esperamos
Embora não mais sonhos
São estrelas
silenciosas
na mente
Silenciosa mente
brilhando novos
sonhos
II. Egoísta
Ainda que eu busque dentro de mim o que em tudo existe
Ainda que eu acredite
Ainda que eu pense que crianças brincam no mundo
E que o Homem é em essência puro
E que Deus, a Vida e o Tempo
Estão encerrados no Infinito
A desesperança,
a desesperança
[dança em mim
O mar abraça o náufrago
Amar é subterfúgio
[suicídio
O Eu é meu navio
O náufrago
sou eu.
III. Filosofia Subliminar
Qual o sentido da vida ?
Urge descobrirmos...
Ei-lo : A eterna incerteza
Marchando incessante para o eterno
[buscar
Sempre solitários perdidos no labirinto
Onde o mesmo Minotauro pereceu
Uma morte inglória
[sob a espada de Teseu
Estamos perdidos ainda
Urge saber :
[quem, o quê é você ?
?
IV. Dissolução
Já não quero mais esse cenicismo
Esse cinismo
Essa desgraça
Essa afetuosidade fajuta
Os modos de dama aflita
Com olhos de inquisidor
O sorriso sarcástico
Já não quero
Vou me dissolver e às paixões do ego
Perder-me nas melodias sentimentais
Renascer insano nos acordes mortos de uma sinfonia inacabada.
V. Sonata Última
Andante nas areias do deserto de Ipanema
Poco Rubato como sempre
Movido nas ruas da cidade
Sforzando no cotidiano
Largo no silêncio
Presto no que quero
Stacatto no que dói
Allegro o azul na cidade.
Quando da vida perdemos o sonho
O sonho já não é mais sonho
É aquilo que sonhamos e esperamos
Embora não mais sonhos
São estrelas
silenciosas
na mente
Silenciosa mente
brilhando novos
sonhos
II. Egoísta
Ainda que eu busque dentro de mim o que em tudo existe
Ainda que eu acredite
Ainda que eu pense que crianças brincam no mundo
E que o Homem é em essência puro
E que Deus, a Vida e o Tempo
Estão encerrados no Infinito
A desesperança,
a desesperança
[dança em mim
O mar abraça o náufrago
Amar é subterfúgio
[suicídio
O Eu é meu navio
O náufrago
sou eu.
III. Filosofia Subliminar
Qual o sentido da vida ?
Urge descobrirmos...
Ei-lo : A eterna incerteza
Marchando incessante para o eterno
[buscar
Sempre solitários perdidos no labirinto
Onde o mesmo Minotauro pereceu
Uma morte inglória
[sob a espada de Teseu
Estamos perdidos ainda
Urge saber :
[quem, o quê é você ?
?
IV. Dissolução
Já não quero mais esse cenicismo
Esse cinismo
Essa desgraça
Essa afetuosidade fajuta
Os modos de dama aflita
Com olhos de inquisidor
O sorriso sarcástico
Já não quero
Vou me dissolver e às paixões do ego
Perder-me nas melodias sentimentais
Renascer insano nos acordes mortos de uma sinfonia inacabada.
V. Sonata Última
Andante nas areias do deserto de Ipanema
Poco Rubato como sempre
Movido nas ruas da cidade
Sforzando no cotidiano
Largo no silêncio
Presto no que quero
Stacatto no que dói
Allegro o azul na cidade.
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