..Como um curso d´água segue
Por entre as pedras do leito
Estreitando-se, fluida, entre
as estruturas (Que eu mantivera em mim).
Levanta templos
Sobre os destroços de mim mesmo
(mas atordoa a mente-coroa...)
Pois que me arde no corpo,
cirurgiã de almas...
Ela, que do próprio coração
se esvai...
me assombra; fala das coisas
Entre maravilhas e tristezas
E eu atino à torrente,
À profundidade das suas águas...
...E quem sabe se ela volta
Ainda ela?
A mesma que partiu
Agora talvez já
morta...
E se eu ainda não morri
Em mim?
Eu, ainda a lidar
com esta (in)consciência retraída
intro-expansiva
ao tamanho
dos anseios do mundo?
E, quem sabe se eu já não a encontro mais
a sonhar com as flores...?
Eu... só miro nas matas, nas pedras, nos céus
nas mãos entrelaçadas de um casal qualquer
A sua imagem, tão minha
que em tudo ela me sorri, serena, convicta.
(E se ela virou a flor
Que cresceu junto ao riacho?)
Ao sol que te segue, a minha lua
diga: - Saudade...
E volte, mesmo que para visitar.
quinta-feira, julho 09, 2009
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