É uma água-marinha. Um encanto.
É sândalo...chocolate,
Um colar de pérolas negras
N´uma taça de vinho branco - é uma rosa-chá.
Uma muralha de milhões de quilômetros, uma cidadela sitiada...
Um sistema inacessível,
Um sonho impossível
Chanel número cinco, meio bruxa
Meio fada.
É forte e pequena
E imensa
[Rompe meu coração.
Se espalha pelo meu sangue
feito Vírus,
Acaba comigo...
Acaba comigo,
Dália ao vento
- Danação -
Espelho do meu ego,
Dalila, "blasée",
Pelego de ouro :
Salto-alto, lábios, prata...
Você...
quinta-feira, dezembro 15, 2005
domingo, abril 03, 2005
Ela
Ela, a grande conselheira
Que me acalentava
No terror da solidão.
Aquela que por minha irmã eu tomei
Roubando-a de si, a Mãe
Violando-a em seu leito, a Amante.
E já é impossível
Ser um comigo mesmo. É por Ela que eu sou.
A Princesa encerrada
Na torre do meu coração
A Virgem Velada.
Deito-me em seu colo
Tomando suas mãos entre as minhas
E vejo - a lágrima cristalina - em seu sorriso triste
O seu coração transborda
[Inundando minh´alma.
Ela é a Dama das Horas
Em seu ventre sagrado
Gestante dos meus anjos
[e demônios.
A presença da Luz Etérea no mundo.
A Rainha das Flores.
Eu vi em seus olhos todas as constelações.
E abraçei-me a ela,
e nunca a abandonei.
Que me acalentava
No terror da solidão.
Aquela que por minha irmã eu tomei
Roubando-a de si, a Mãe
Violando-a em seu leito, a Amante.
E já é impossível
Ser um comigo mesmo. É por Ela que eu sou.
A Princesa encerrada
Na torre do meu coração
A Virgem Velada.
Deito-me em seu colo
Tomando suas mãos entre as minhas
E vejo - a lágrima cristalina - em seu sorriso triste
O seu coração transborda
[Inundando minh´alma.
Ela é a Dama das Horas
Em seu ventre sagrado
Gestante dos meus anjos
[e demônios.
A presença da Luz Etérea no mundo.
A Rainha das Flores.
Eu vi em seus olhos todas as constelações.
E abraçei-me a ela,
e nunca a abandonei.
quinta-feira, março 03, 2005
Reminiscências (Lembranças)
Aos meus familiares, com carinho.
Era uma das temidas
Noites nubladas da infância.
Rugiam trovões,
Relampeava
E sob as cobertas
Eu e meus irmãos
Encolhíamo-nos.
Danamos a conversar
Naquele dia
Sobre os macabros personagens
- inocentes que éramos -
Do subúrbio onde morávamos.
- Ah, mana...o Nanico...
- E evocávamos o pobre anão -
Era um simples, como todos,
Bem vestido até - mas para nós
Era algo bizarro na sua pequeninice adulta
E suas orelhas de Dumbo.
- Um Nanico de circo ! - e a algazarra formava-se...
Morávamos nos fundos, uma casa com Mangueira,
Pé de sapoti,
Cachorro de estimação e fusca na garagem.
Era nosso palacete,
Uma casa erguida à força de um homem que
Já idoso, ainda lutava...
E vinham os personagens :
- E "Seu" Pedro !, e "Seu" Pedro !
Com suas mãos sempre sujas,
Seu rosto sempre enegrecido.
O "Seu" Pedro carvoeiro
Era um bom homem que sempre nos sorria
E nos chamava pelo nome
quando estávamos a fazer artes.
E o desfile continuava...
- "Seu" Daniel me deu hoje um doce... - gabava-se a maninha -
Era o dono da mercearia
Que nos distribuia doces e nos afagava as cabeças
Em sua bondade saudosa, portuguesa.
Haviam ainda outros,
que muito marcaram
O espetáculo de nossas infâncias.
Havia o Celso
E seu jeito amistoso.
Punha-nos em uma tábua,
Por sobre a cadeira de barbeiro...
E contava-nos suas histórias.
(Ainda que, crianças, não entendêssemos)
Aparou-nos o cabelo desde pequenos
Com dedicação e esmero.
E havia o jornaleiro, e o "carneiro"
(era como chamávamos o dono do açougue)
E nossas professoras, da escolinha do bairro
E os colegas do parquinho
E alguns mais,
E tantos outros que me fizeram aprender
A alegria na simplicidade.
II
Meus avós moravam em frente
Em uma casa com jardim
E cheiro de terra molhada.
Já na noite seguinte,
Após jantar com os meus, decidia :
- Vou na casa da Vovó - e lá eu ia.
(Lembro-me de sempre pensar
Algo temeroso
Em meus vis temores de criança,
Os morcegos que lá das sombras da mangueira
Da casa vizinha
Ficavam a me observar.)
E das sombras da noite,
E da Lua, e das estrelas
Que eram para mim mais brilhantes
Quando iluminavam meu quintal.
Vovó mimava com as laranjas sempre descascadas,
Assim que eu chegasse,
Como se fora prévio acordo mental.
Meu avô, homem honrado e duro
- Como os que sofreram a miséria são -
Ouvia o seu rádio,
Tomava suas vitaminas
e dormia.
Por vezes me ensinava as palavras
Escritas
Do Senhor no qual ele acreditava.
Foi o meu catequista, primeiro e único,
Com o qual eu aprendi a ser cristão
A amar o próximo como a mim mesmo
E a ser íntegro,
Ainda que me custasse ser íntegro com sete anos.
Aprendeu a ler e escrever
E estudou por si.
Trabalhava ainda àquela época
Em seu fusca-táxi amarelo.
E quando nos via, também ele
Orgulhava-se dos netos
E sorria.
III
Vovó, é um capítulo à parte.
Marcou-me e ainda marca muito
Sua lembrança.
Cobria-se com um cobertor,
Sentava-se em um sofá
E eu ficava a pentear-lhe os cabelos...
Era uma senhora com olhos marejados
Muito tristes, e não falava muito, que lembre.
Porém, ao me ver, e a meus irmãos
Abria-lhe o rosto uma luz
Uma luz suave que fazia-lhe os olhos sorrirem
E molharem-se ainda mais
E ela então nos juntava a todos
E nos falava da vida.
Era exímia cozinheira e nas festas era sempre seu o bolo
Os confeitos e os enfeites.
Era a glória, para aquela senhora,
Ver os pequenos tão felizes.
Reunia em torno de si
Todos os domingos a família
Em festivo almoço
E todos os filhos,
E todos os netos
Os mais novos e os mais velhos.
Num dia sereno
E para mim vazio
Tencionando visitá-la,
Parti à sua casa
Porém, a babá, prevendo alvoroço
Estando minha avó cansada e frágil,
Entrepôs-se à minha frente,
Até que findasse o almoço.
Neste dia, aprendi a dor da perda,
O terror do irreparável.
- E pressenti tudo. -
Vovó partiu para os planos
Onde a dor já não existe
Onde o amor é a sagrada substância
Que nos une a todos pelos laços do carinho
E da lembrança.
Vovó, um anjo silencioso,
Ensinou-nos a sagrada lição
De amarmos-nos uns aos outros
E zelarmos sempre
Pela nossa união.
IV
Aos meus pais. Aos meus irmãos.
E aos de meus primos e primas
E tios e tias,
Hoje, por nós mesmos estamos
Velejando em nossos mares.
Estamos nos construindo...
Aqui estão comigo
Os que partiram para nunca mais,
E os que ainda cá estão.
Falo agora por mim :
Amei,
Casei-me,
Separei-me,
Separei-me de mim mesmo e de todos,
Deixei de amar
E reencontrei o amor.
Perdida a inocência,
Fiz muitas coisas boas
E outras nem tanto
Pensei em outras ainda piores
Para mim mesmo e ninguém mais,
Desandei a procurar por minha essência em todos
Em todos meus prantos,
Repelia então o que eu verdadeiramente
Desconhecia. Mas ainda estão aqui as memórias
Que nunca perdi
E me salvaram a vida,
Nas épocas sombrias
De desespero e da angústia
Que por vezes
- sombra em meu ser de sol -
I
Era uma das temidas
Noites nubladas da infância.
Rugiam trovões,
Relampeava
E sob as cobertas
Eu e meus irmãos
Encolhíamo-nos.
Danamos a conversar
Naquele dia
Sobre os macabros personagens
- inocentes que éramos -
Do subúrbio onde morávamos.
- Ah, mana...o Nanico...
- E evocávamos o pobre anão -
Era um simples, como todos,
Bem vestido até - mas para nós
Era algo bizarro na sua pequeninice adulta
E suas orelhas de Dumbo.
- Um Nanico de circo ! - e a algazarra formava-se...
Morávamos nos fundos, uma casa com Mangueira,
Pé de sapoti,
Cachorro de estimação e fusca na garagem.
Era nosso palacete,
Uma casa erguida à força de um homem que
Já idoso, ainda lutava...
E vinham os personagens :
- E "Seu" Pedro !, e "Seu" Pedro !
Com suas mãos sempre sujas,
Seu rosto sempre enegrecido.
O "Seu" Pedro carvoeiro
Era um bom homem que sempre nos sorria
E nos chamava pelo nome
quando estávamos a fazer artes.
E o desfile continuava...
- "Seu" Daniel me deu hoje um doce... - gabava-se a maninha -
Era o dono da mercearia
Que nos distribuia doces e nos afagava as cabeças
Em sua bondade saudosa, portuguesa.
Haviam ainda outros,
que muito marcaram
O espetáculo de nossas infâncias.
Havia o Celso
E seu jeito amistoso.
Punha-nos em uma tábua,
Por sobre a cadeira de barbeiro...
E contava-nos suas histórias.
(Ainda que, crianças, não entendêssemos)
Aparou-nos o cabelo desde pequenos
Com dedicação e esmero.
E havia o jornaleiro, e o "carneiro"
(era como chamávamos o dono do açougue)
E nossas professoras, da escolinha do bairro
E os colegas do parquinho
E alguns mais,
E tantos outros que me fizeram aprender
A alegria na simplicidade.
II
Meus avós moravam em frente
Em uma casa com jardim
E cheiro de terra molhada.
Já na noite seguinte,
Após jantar com os meus, decidia :
- Vou na casa da Vovó - e lá eu ia.
(Lembro-me de sempre pensar
Algo temeroso
Em meus vis temores de criança,
Os morcegos que lá das sombras da mangueira
Da casa vizinha
Ficavam a me observar.)
E das sombras da noite,
E da Lua, e das estrelas
Que eram para mim mais brilhantes
Quando iluminavam meu quintal.
Vovó mimava com as laranjas sempre descascadas,
Assim que eu chegasse,
Como se fora prévio acordo mental.
Meu avô, homem honrado e duro
- Como os que sofreram a miséria são -
Ouvia o seu rádio,
Tomava suas vitaminas
e dormia.
Por vezes me ensinava as palavras
Escritas
Do Senhor no qual ele acreditava.
Foi o meu catequista, primeiro e único,
Com o qual eu aprendi a ser cristão
A amar o próximo como a mim mesmo
E a ser íntegro,
Ainda que me custasse ser íntegro com sete anos.
Aprendeu a ler e escrever
E estudou por si.
Trabalhava ainda àquela época
Em seu fusca-táxi amarelo.
E quando nos via, também ele
Orgulhava-se dos netos
E sorria.
III
Vovó, é um capítulo à parte.
Marcou-me e ainda marca muito
Sua lembrança.
Cobria-se com um cobertor,
Sentava-se em um sofá
E eu ficava a pentear-lhe os cabelos...
Era uma senhora com olhos marejados
Muito tristes, e não falava muito, que lembre.
Porém, ao me ver, e a meus irmãos
Abria-lhe o rosto uma luz
Uma luz suave que fazia-lhe os olhos sorrirem
E molharem-se ainda mais
E ela então nos juntava a todos
E nos falava da vida.
Era exímia cozinheira e nas festas era sempre seu o bolo
Os confeitos e os enfeites.
Era a glória, para aquela senhora,
Ver os pequenos tão felizes.
Reunia em torno de si
Todos os domingos a família
Em festivo almoço
E todos os filhos,
E todos os netos
Os mais novos e os mais velhos.
Num dia sereno
E para mim vazio
Tencionando visitá-la,
Parti à sua casa
Porém, a babá, prevendo alvoroço
Estando minha avó cansada e frágil,
Entrepôs-se à minha frente,
Até que findasse o almoço.
Neste dia, aprendi a dor da perda,
O terror do irreparável.
- E pressenti tudo. -
Vovó partiu para os planos
Onde a dor já não existe
Onde o amor é a sagrada substância
Que nos une a todos pelos laços do carinho
E da lembrança.
Vovó, um anjo silencioso,
Ensinou-nos a sagrada lição
De amarmos-nos uns aos outros
E zelarmos sempre
Pela nossa união.
IV
Aos meus pais. Aos meus irmãos.
E aos de meus primos e primas
E tios e tias,
Hoje, por nós mesmos estamos
Velejando em nossos mares.
Estamos nos construindo...
Aqui estão comigo
Os que partiram para nunca mais,
E os que ainda cá estão.
Falo agora por mim :
Amei,
Casei-me,
Separei-me,
Separei-me de mim mesmo e de todos,
Deixei de amar
E reencontrei o amor.
Perdida a inocência,
Fiz muitas coisas boas
E outras nem tanto
Pensei em outras ainda piores
Para mim mesmo e ninguém mais,
Desandei a procurar por minha essência em todos
Em todos meus prantos,
Repelia então o que eu verdadeiramente
Desconhecia. Mas ainda estão aqui as memórias
Que nunca perdi
E me salvaram a vida,
Nas épocas sombrias
De desespero e da angústia
Que por vezes
- sombra em meu ser de sol -
A tristeza se abatia.
Há ainda outras
Profundas passagens
Tão ou mais importantes,
E histórias dos meus pais
E de outros expoentes
No tablado da minha existência.
Porém, as reminiscências
As lembranças dessa pequena parte
As lembranças desses sorrisos,
Daqueles que eu reneguei
As memórias do amor
Daqueles que eu amava
A vida da criança
Que súbito já homem
Aprendendo, caindo,
E retornando
Para recontar
Seu destino
Essas calaram fundo em meu coração
De menino
Conto então, ao mundo
Para, relembrando
Repartir com todos
A saudade que sinto.
Há ainda outras
Profundas passagens
Tão ou mais importantes,
E histórias dos meus pais
E de outros expoentes
No tablado da minha existência.
Porém, as reminiscências
As lembranças dessa pequena parte
As lembranças desses sorrisos,
Daqueles que eu reneguei
As memórias do amor
Daqueles que eu amava
A vida da criança
Que súbito já homem
Aprendendo, caindo,
E retornando
Para recontar
Seu destino
Essas calaram fundo em meu coração
De menino
Conto então, ao mundo
Para, relembrando
Repartir com todos
A saudade que sinto.
sábado, fevereiro 26, 2005
Aos Amigos No Estrangeiro
Para 3 dos meus melhores amigos, com saudades.
Das terras - longínquas
Do Brasil
De tantas línguas
Do poente do Cruzeiro,
À Polar nascente
Sob a abóbada celeste
Do lar dos beija-flores
Ao ninho onde a águia pia
Frutificou o desejo
Universal
De vencer
Na vida
Na Oca do estrangeiro
Onde outrora
Do lar de infância
Dos risos
Aventuras
e amigos
Chorava saudoso
O brasileiro,
A esperança florescendo
Em forma de dinheiro.
Mas nada
Mais lhe é de valia,
Nem o ouro dos yankees
Nem as suadas conquistas
Nem as ilusões de antes,
Do que a lembrança
Do Brasil-Família.
Volta, estrangeiro
Esta terra é o teu Lar
Tua Força é tua Glória
E o destino é ancorar
A felicidade em teu porto
Abandona, abandona agora tudo - tudo !
O dinheiro,
As tristezas,
Os escolhos,
E volta ao teu lar risonho:
Vitória.
Das terras - longínquas
Do Brasil
De tantas línguas
Do poente do Cruzeiro,
À Polar nascente
Sob a abóbada celeste
Do lar dos beija-flores
Ao ninho onde a águia pia
Frutificou o desejo
Universal
De vencer
Na vida
Na Oca do estrangeiro
Onde outrora
Do lar de infância
Dos risos
Aventuras
e amigos
Chorava saudoso
O brasileiro,
A esperança florescendo
Em forma de dinheiro.
Mas nada
Mais lhe é de valia,
Nem o ouro dos yankees
Nem as suadas conquistas
Nem as ilusões de antes,
Do que a lembrança
Do Brasil-Família.
Volta, estrangeiro
Esta terra é o teu Lar
Tua Força é tua Glória
E o destino é ancorar
A felicidade em teu porto
Abandona, abandona agora tudo - tudo !
O dinheiro,
As tristezas,
Os escolhos,
E volta ao teu lar risonho:
Vitória.
sábado, fevereiro 12, 2005
A Menina de Azul
À menina de azul, que me guiou em sonhos.
A menina de azul
E os seus olhos muito vivos
São o porto e o mar, na agonia
Na agonia
Na agonia a sua dança
Sua, dança, em meu pensamento...
A menina - flor da aurora -
Prende ainda se ancora
Sob o véu dos seus cabelos.
A menina sempre séria
olhando para baixo
Tímida
Espera...!
(Ela chama minha atenção
embora não abra a boca.)
A menina sempre me encontra,
em perfeita sincronia.
E eu corro sempre, e subo, e vôo,
[e vou com ela.
E a sintonia casual do Tempo, das esferas,
me leva sempre, e meu barco, à foz do rio
Onde a menina lava seu coração.
A menina de sorriso sereno
Me observa curiosa,
e vai, e eu entendo.
Eu entendo e a sigo
Para um lugar onde estão coisas mais belas
E o mundo parece que não existe.
E nos vemos sempre...ela está aqui (em mim).
Quando não sei se eu mesmo estou.
Sua presença preenche minha mente
e rompe os espaços vazios.
A menina, que é também encantada
Fica sentada, sempre à distância...
e eu aqui,
enlevado,
Do outro lado.
A menina de azul
E os seus olhos muito vivos
São o porto e o mar, na agonia
Na agonia
Na agonia a sua dança
Sua, dança, em meu pensamento...
A menina - flor da aurora -
Prende ainda se ancora
Sob o véu dos seus cabelos.
A menina sempre séria
olhando para baixo
Tímida
Espera...!
(Ela chama minha atenção
embora não abra a boca.)
A menina sempre me encontra,
em perfeita sincronia.
E eu corro sempre, e subo, e vôo,
[e vou com ela.
E a sintonia casual do Tempo, das esferas,
me leva sempre, e meu barco, à foz do rio
Onde a menina lava seu coração.
A menina de sorriso sereno
Me observa curiosa,
e vai, e eu entendo.
Eu entendo e a sigo
Para um lugar onde estão coisas mais belas
E o mundo parece que não existe.
E nos vemos sempre...ela está aqui (em mim).
Quando não sei se eu mesmo estou.
Sua presença preenche minha mente
e rompe os espaços vazios.
A menina, que é também encantada
Fica sentada, sempre à distância...
e eu aqui,
enlevado,
Do outro lado.
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