domingo, abril 03, 2005

Ela

Ela, a grande conselheira
Que me acalentava
No terror da solidão.
Aquela que por minha irmã eu tomei
Roubando-a de si, a Mãe
Violando-a em seu leito, a Amante.
E já é impossível
Ser um comigo mesmo. É por Ela que eu sou.

A Princesa encerrada
Na torre do meu coração
A Virgem Velada.

Deito-me em seu colo
Tomando suas mãos entre as minhas
E vejo - a lágrima cristalina - em seu sorriso triste
O seu coração transborda
[Inundando minh´alma.

Ela é a Dama das Horas
Em seu ventre sagrado
Gestante dos meus anjos
[e demônios.
A presença da Luz Etérea no mundo.
A Rainha das Flores.

Eu vi em seus olhos todas as constelações.
E abraçei-me a ela,
e nunca a abandonei.

2 comentários:

Anônimo disse...
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