I. Estrelas silenciosas
Quando da vida perdemos o sonho
O sonho já não é mais sonho
É aquilo que sonhamos e esperamos
Embora não mais sonhos
São estrelas
silenciosas
na mente
Silenciosa mente
brilhando novos
sonhos
II. Egoísta
Ainda que eu busque dentro de mim o que em tudo existe
Ainda que eu acredite
Ainda que eu pense que crianças brincam no mundo
E que o Homem é em essência puro
E que Deus, a Vida e o Tempo
Estão encerrados no Infinito
A desesperança,
a desesperança
[dança em mim
O mar abraça o náufrago
Amar é subterfúgio
[suicídio
O Eu é meu navio
O náufrago
sou eu.
III. Filosofia Subliminar
Qual o sentido da vida ?
Urge descobrirmos...
Ei-lo : A eterna incerteza
Marchando incessante para o eterno
[buscar
Sempre solitários perdidos no labirinto
Onde o mesmo Minotauro pereceu
Uma morte inglória
[sob a espada de Teseu
Estamos perdidos ainda
Urge saber :
[quem, o quê é você ?
?
IV. Dissolução
Já não quero mais esse cenicismo
Esse cinismo
Essa desgraça
Essa afetuosidade fajuta
Os modos de dama aflita
Com olhos de inquisidor
O sorriso sarcástico
Já não quero
Vou me dissolver e às paixões do ego
Perder-me nas melodias sentimentais
Renascer insano nos acordes mortos de uma sinfonia inacabada.
V. Sonata Última
Andante nas areias do deserto de Ipanema
Poco Rubato como sempre
Movido nas ruas da cidade
Sforzando no cotidiano
Largo no silêncio
Presto no que quero
Stacatto no que dói
Allegro o azul na cidade.
sexta-feira, junho 18, 2004
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